Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa!

Tava bisbilhotando o blog da Flavinha outro dia quando me deparei com um post dela sobre ela não saber ser leve, apesar de sempre se deparar com pessoas que o são na maioria das vezes. Eu fiz o que sempre faço quando me deparo com esses textos que eu queria ter escrito, porque condizem muito com alguma coisa que eu sinto ou faço: sorri e teci um comentário irrelevante na minha cabeça, que só não foi publicado porque o blogspot é bloqueado na rede da empresa onde trabalho.

Enfim…

Lendo os blogs que sigo atualmente me perguntei qual seria meu rumo nessa vida cibernética. Existem pessoas que fazem de seus blogs suas profissões, ou como portfólio pra carreira que querem seguir, ou as duas coisas ao mesmo tempo, existem pessoas que investem apenas seu tempo e seu amor mas o fazem de um jeito extremamente profissional, outras que são extremamente passionais em suas palavras e são conhecidas por isso (não num nível blogueira por profissão, mas no nível de serem reconhecidas pelo estilo) e aí… Tem eu.

Isso não chega a me incomodar ou tirar meu sono de qualquer modo, mas tenho um sério problema comigo mesma que é me cobrar demais coisas que eu sei que a gente simplesmente não alcança da noite pro dia. São coisas que demoram anos, anos e anos pra acontecerem, isso quando acontecem.  E às vezes eu fico querendo exatamente aquilo que as outras pessoas conseguiram, mas eu nunca quero de verdade. Nunca o suficiente pra correr atrás, nada nunca me move ou me inspira o suficiente pra instigar mudança.

Eu me sinto perdida e vagal num mundo onde todo mundo é workaholic. Todo mundo sabe o que quer, o que fazer pra conseguir e vai lá e faz, ou está fazendo ou está trabalhando pra que isso aconteça e eu fico aqui: apática. Sentada na minha bolha de classe média, nunca 100% satisfeita com nada, mas nunca indignada o suficiente pra mudar.

Porque todo mundo sabe o que quer. Todo mundo está tentando, sonhando, planejando, fazendo, correndo e se movimentando. E eu permaneço aqui. Mesmo quando ignoro tudo e me fecho dentro de mim e me pergunto o que eu quero da vida, não vem nada concreto, nem simples nem grandioso, nem material nem abstrato.

Eu sou a âncora que se arrasta no fundo do mar e pára quando encontra algo no qual se agarrar. Eu me movimento apenas o suficiente pra poder parar, me acomodar e esperar até ser puxada de novo, por alguém ou alguma situação para  então cair e me acomodar. Nunca parada, mas também nunca em frente.

E é extremamente frustrante ser assim, me sentir assim. Não ter uma sombra de resposta, de clareza ou um norte qualquer. É horrível não saber por onde começar e pior ainda saber que o começo já se foi, que essa é a minha história e que eu não sou nada. Nem âncora, nem timão, nem vela, nem vento.

Sou chumbo.  Pesado, enferrujado, estagnado. Sou pedra dentro do meu próprio sapato. E em meio a essas comparações esdrúxulas vem meu poeta, alfinetar mais um pouquinho meu coração, atazanar minha mente.

Eu não sou nada.

não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

 

Projeto 5 em 52 – Semana 48

Em algum dos meus falecidos blogs eu lembro de ter escrito um post parecido com a filosofia do “nunca diga nunca”, porque a maioria das coisas que eu jurei um dia não fazer, eu fiz. E as coisas que eu queria fazer, mas não tinha coragem acabei fazendo também (i.e: viajar pra outro país, fazer uma tatuagem, viajar sozinha…) e isso me dá uma sensação de satisfação incrível, por isso fiz uma pequena adaptação

Semana 48: Nunca tive terei coragem de…

Fazer um piercing de verdade – os únicos “piercings” que tive foram brincos na orelha feitos na farmácia com aquela pistolinha. Agulhas de piercing me deixam nervosa.

Pular de páraquedas  – não que eu queira, no meu caso é pedir pra morrer (do coração mesmo) , mas minha prima ganhou isso de aniversário e fiquei admirada e indignada com a coragem dela. Jamais.

Assistir a qualquer gameplay de Outlast: Whistleblower – a DLC do jogo de horror survival é psicótica e apesar de ter tentado assistir eu sempre passo mal e desisto.

Assistir qualquer tipo de filme de terror – não dá, não gosto. Eu fiquei uma semana sem dormir direito quando assisti aO Sexto Sentido e ele nem era terror!

Comer carne não cozida –  ECA ECA ECA! O mais longe que já fui foi comer sashimi mas só de lembrar meu estômago já se revira todo, e olha que eu amo salmão! Mas coisas cruas são um atentado ao meu paladar e a gente inventou o fogo pra isso sabiam?

Ok? Meu cérebro não está mais funcionando pra esse projeto gente, desculpa! Mas e aí? Como está 2016 so far? Eu já me estressei, inventei de fazer exercício e to aqui pensando se tranco ou não a nova faculdade! (não tranque) Pelo menos esse ano começou bem preguiçoso e apesar de algumas coisas ele já tá bem bom pra mim! Vamos ver como os próximos dias se desenrolam!

Até a próxima!

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[No Cinema] Star Wars – O despertar da Força

Que fique claro, não faço parte do fandom de SW, não chego nem perto na verdade. Nunca vi mais de 20 minutos do primeiro filme da trilogia inicial (1,2 e 3) e passei um bom tempo confundindo Anakin e Luke e tirando R2-D2 e C-3PO eu não sei o nome nem a cara de ninguém (mentira, eu sei quem é Jar Jar Binks e o Jabba, the Hut). O que não quer dizer que eu não goste da história ou sinta simpatia pelos personagens .

Só que o meu irmão, aquela pessoa que me aguenta há quase 10 anos sente por Star Wars o equivalente ao que eu sinto por Harry Potter. Ele cresceu assistindo aos filmes – ele tem a trilogia original em VHS – e só faltou ele sair por aí com um megafone de tão ansioso e eu como boa irmã acompanhei-o nessa jornada cinematográfica e: que filme!

Eu vi em algum vídeo no youtube (são tantos!) que uma das coisas que mais atraem as pessoas pra essa saga não é o fato de ser numa galáxia tão tão distante, ou as naves, ou as criaturas fantásticas, mas sim a humanidade genuína dos personagens que está ali, não importa quão fantástico ou irreal seja o cenário no qual se encontram, os personagens sentem medo, raiva, inveja, querem vingança ou estão cegos com o próprio orgulho ou prepotência. E isso é a mais pura verdade, claro que ajuda, mas na minha opinião não são os aliens, as naves ou a Força que atraem os fãs dessa história, são as relações interpessoais e intrapessoais de cada personagem.

Nesse sétimo episódio da epopéia que é Star Wars vemos que as coisas não andam muito bem naquela galáxia tão, tão distante. Apesar de Darth Vader ter sido derrotado e morto, o lado negro da força resistiu e uma traição enfraqueceu o movimento rebelde… Um mentor quase tão bizarro quanto Palpatino instrui seu pupilo Kylo Ren que a força está desequilibrada e ele deve destruir as forças inimigas de uma vez por todas… Ou algo do tipo. Muitas pontas foram deixadas desamarradas e quem não conhecia nada – como eu – ficou com muitas questões e interrogações em cima da cabeça, várias questões podem ser respondidas assistindo aos filmes antigos, mas outras só esperando mesmo pelas próximas produções… Porque caso contrário não seria Hollywood né, migos?

Antes de The Force Awakens eu nunca tinha passado mais de 20 minutos na frente da TV pra ver algum filme, mas agora depois de assistir aos episódios 4 e 5 consigo ver algumas semelhanças e padrões que se repetiram… Nada que talvez já não fosse esperado, mas não deixa de me deixar admirada.

Considerando que to procrastinando esse post a algumas semanas, já devem ter zilhões de resenhas mais elaboradas e melhores que as minhas, mas isso não diminui o fato de que eu amei o filme tanto que fui assistir aos outros por conta própria e já estou gostando muito da história! Eu prefiro não comentar quanto aos efeitos especiais porque né?

Só vou deixar aqui meu amor pelo melhor casal da galáxia que é Han Solo e Princesa Leia, ok? Ok

heila2 heila

Aquele com a briga de janela.

Faz cinco anos que moro em casa, tirando algumas broncas que levei de vizinhos do meu antigo condomínio por peraltices menores, como apertar a campainha e sair correndo ou deixar acidentalmente cair tinta na janela da cozinha do apartamento debaixo eu nunca bati boca com ninguém. A verdade é que eu detesto qualquer tipo de discussão e evito toda a e qualquer interação social que não seja absolutamente necessária.

Mas a coisa muda quando querem infernizar a minha paz.

Eu moro numa rua sem saída, minha casa é a última da rua e dá de frente pra casa com os vizinhos mais chatos, arrogantes, nojentos e mal-educados que eu jamais imaginei. Só que até hoje era cada um no seu quadrado e eu só fazendo caretas discretas quando passava por um deles.

Até que hoje, dia 2 de Janeiro de 2016 o filho de um dos donos da casa resolve que é divertido jogar bombas na rua.

Sim. Bombas. Daquelas que você acende e joga longe porque explodem e fazem um puta barulho.  Ele já tinha soltado uma quando eu estava pintando a unha – de preto, que geralmente não é um bom presságio – e eu fiquei só observando, cozinhando um berro com um xingo bem raivosos pra quando ele fizesse de novo e ele ia fazer de novo. Era só disso que eu sabia.

E ele fez. E assim que o BOOM se fez ecoar pelos meus ouvidos, corpo  e quarto eu levantei da cadeira e soltei um “Ô ARROMBADO, EXPLODE A SUA CASA!” e claro que não demorou nem cinco segundos pro pai dessa criatura infeliz aparecer na janela e começar a me xingar de tudo quanto é nome, alegando que era reveillon e que o filho dele tava brincando, que ele estava na casa dele e tinha o direito de fazer o que quisesse.

E ele tem mesmo, dentro da casa dele. O protótipo de trasgo estava jogando as bombas no meio da rua, diretamente na frente da minha casa, perturbando a mim e aos meus cachorros. Eu gostaria de dizer que saí no meio da rua só pra dar na cara desse infeliz, mas o senhorzinho dono da casa interveio e tirou o babaca da janela e fechou as cortinas e me deixou tremendo de raiva, com o coração disparado e essa história entalada na garganta pra contar pra todo mundo.

Já não é de hoje que ando extremamente irritada e se minha reação foi descabida ou exagerada agora não importa mais. Arranjei briga logo no primeiro dia do ano e estou tão estressada que poderia matar alguém sem remorso nenhum, ainda mais se for o idiota do vizinho.

Acho que está na hora de eu começar a tentar meditar.

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Ou: eu não sei pensar fora da caixa.

Redenção. É nisso que eu penso quando olho pro canto inferior direito da tela do notebook, ou pro celular. 2015 finalmente acabou e mesmo que na prática nada tenha mudado, é libertadora essa sensação de poder mudar toda a sua vida com a mísera mudança de um dígito no nosso calendário.

2015 foi um ano caótico, onde a vida de todo mundo virou de cabeça pra baixo e isso pode ter sido fantástico e terrível e ele foi embora deixando bagunça e uma leve descompensação emocional dentro de mim. A bagunça eu arrumei no decorrer desse primeiro dia, guardei o que tinha que ser guardado, joguei fora o que não tinha mais serventia e procurei deixar tudo no melhor lugar possível… O emocional já vai demorar mais um pouquinho, mas eu estou trabalhando nisso. Na falta de um mar para pular as ondas e saudar Iemanjá como ela merece, tomei um banho gelado onde lavei toda a nhaca do ano que passou e pedi, em modestas orações, proteção, bençãos, alegria e saúde pra mim, pra minha família e pras pessoas que me são queridas. Um pai nosso, uma ave maria, um lero com os santos e orixás que assim seja, graças a Deus.

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Já 2016 começou quebrando tradições, por conta da crise de rinite fui dispensada de aparecer no tradicional churrasco de começo de ano da família do meu pai, o que me permitiu dormir mais um pouquinho, almoçar uma lasanha congelada feita no microondas e cochilar de tarde enquanto passava Orgulho e Preconceito no Netflix. Fiz tudo ao meu tempo e não me obriguei a nada, dia primeiro é feriado mundial por um motivo: ninguém é obrigado a fazer seus corre assim que vira a meia-noite. Muito menos eu.  Também não fiz nenhuma resolução, promessa ou meta! Existem coisas que quero muito fazer nesse 2016, mas decidi me cobrar menos, tentar me estressar menos e me cuidar de dentro pra fora, o que há de ser, será e eu sei que meus amigos do outro lado sempre vão me amparar mesmo quando eu esqueço disso.

Num geral, esse primeiro dia de janeiro foi extremamente satisfatório. Eu preservei minha paz, descansei meu corpo e minha mente, e mesmo tendo que ir trabalhar amanhã, mesmo não sabendo o que o destino me reserva e o que eu farei nos próximos 366 dias, eu só quero prolongar essa calma que eu sinto por dentro o máximo possível. Será que eu consigo?

Vamos acompanhar.

p.s.: fiz uma retrô em vídeo e tá lá  o meu canal! Pra quem quiser assistir, é só dar um play aqui embaixo!

Projeto 5 em 52 – Semana 47

logo 52x5FELIZ ANO NOVOOOOOOOOOOOOOOOOO!! Juro que meu queixo caiu quando fui agendar esse post – sim, tô escrevendo do passado – e vi que esse era oprimeiro post do ano! E olha só, tentando deixar um pouco da amargura de 2015 lá com ele, vamos começar com uma edição bem fofinha.

Semana 47: Quando estou apaixonado(a), eu…

Fico idiota – poucas pessoas me viram apaixonada e essas poucas pessoas sabem que eu fico extremamente retardada e não sei falar de outra coisa. É verdade, eu assumo, mas é tão gostoso rir por nada né?

Fico grudenta – acredito que não num nível que deixe de ser saudável, mas quando gosto mesmo de alguém prefiro a companhia dessa pessoa a qualquer outra.

Fico bem menos egoísta – e olha que isso pra mim é um treco difícil pra caramba! Nunca fui do tipo de pessoa que gosta de dividir as coisas, mas se eu tenho alguém que eu gosto muito quero dividir quase tudo o que for possível com esse alguém.

Fico pobre – porque vivo querendo comprar presentes, ou pagar coisas, ou ir ao cinema, ou comer alguma coisa, ou ou ou… É.

Fico mais feliz – não que eu não seja feliz, mas é que é diferente quando a gente ama né? É um sentimento muito gostoso de se ter e de poder compartilhar com alguém.

Eeeee é isso. Obviamente sou uma boboca romântica e acredito muito no amor e é exatamente isso que desejo pra mim, pra você, pra sua família e até pra sua vaca (entendedores, entenderão!) nesse novo ano.

Até a próxima!

The more you stay the same…

…The more they seem to change

Don’t you think it’s strange?

Sobrevivemos ao Natal? Nos empanturramos com comida gostosa e ficamos irritados de ter que ficar caçando as uvas-passas desnecessárias das comidas? Ganhamos pelo menos um presente legal (mesmo que a gente tenha escolhido a dedo)? Ótimo, então foi um bom natal.

Acho engraçado como fins de ano realmente inspiram mudança ou pelo menos o espírito dela. E foi nessa linha de pensamento que resolvi aplicar algumas mudanças djá… Esperar ano novo pra quê?

São mudanças pequenas, talvez até insignificantes mas que pra mim tem um peso enorme e me dão um gás a mais pra aparecer mais aqui no blog (tivemos post quase todo dia essa semana!) principalmente porque não to gostando nada do que gravo ultimamente…

Mudei o tema do blog e comprei um domínio pra ele no mesmo dia e isso em deixou extremamente feliz sabe-se lá porque. O tema ainda tá nessa coisa meio “em construção” e vai ficar por mais algum tempo, vamos ver… Pra ser sincera, Dezembro resolveu ser legal com meu coração cansado e até que foi bem bom, apesar do estresse no trabalho ter aumentado exponencialmente (detesto trabalhar com público, detesto) e eu já estar implorando por férias ou um trampo novo, aconteceram coisas muito boas. Como por exemplo:

  • Eu fui à CCXP e foi épico!
  • Conheci o Gerard Way e ainda fico boba só de lembrar
  • Consegui comprar umas roupas e sapatos novos
  • Revi uma amiga que me é muito querida
  • Fiquei meio bêbada com as amigas da faculdade
  • Passei direto na minha matéria preferida do semestre
  • Fiz um esforcinho pra ir no amigo secreto da firma™ numa segunda feira chuvosa e foi muito divertido
  • Fui no cinema ver The Force Awakens com meu irmão e tinha espumante de graça
  • O filme tava realmente muito bom
  • Fui comemorar o aniversário de uma amiga num barzinho dia 26 e ri horrores!

E se for pra considerar o que vai ficar de bom de 2015, a lista é bem menor mas também de igual importância pra mim.

  • Bons livros
  • As amizades de verdade, aquelas que nem sempre a gente vê, mas que não mudam nunca
  • O carinho inesperado de gente querida
  • Boa música
  • Amadurecimento pessoal

Ainda que eu precise adicionar que com o amadurecimento fiquei um pouquinho mais dura e menos crédula, mas ainda quero e sonho com praticamente as mesmas coisas. Esse ano não vai ter post de reflexões, nem de gratidão, nem de feels. Só vai ter cansaço e um suspiro aliviado e sincero de mais um ano que se acabou e a esperança honesta de que 2016 seja mais gentil com nossos corações, nossas mentes e nossos bolsos também (heh)

Um Feliz 2016 pra todos nós! :)

Happy New Year 2016 replace 2015 concept on the sea beach